Epílogo

Da longa trajetória do jovem Alfredo Souza Campos desde a longínqua Oceânia, vencendo meridianos e cruzando diferentes paralelos, acima e abaixo da linha do Equador, esta obra retrata alguns propósitos essenciais.
Confrontar o leitor com personagens fictícias não alinhadas com o comum dos mortais, apaixonados pelo universo, por vezes intangível, da ancestralidade dos povos, pelo jornalismo de aventura e pelas viagens pelo mundo.
No centro desta trama romanceada está um ancestral império africano denominado de Mwene Mutapa. Trama vivida na primeira parte do século XX por um carismático personagem oriundo das terras altas da Escócia e teimosamente concluída, passadas seis décadas, pelo seu neto e incondicional admirador.
Nesta troca de emoções entre o autor e seus leitores, foi igualmente oferecida uma variação de aventuras e desventuras servidas por uma rigorosa pesquisa em horizontes e factos reais, ocorridos na nossa história contemporânea, ao longo do século XX.
Emoções para serem vividas sem sair da zona de conforto.
No eixo condutor desta obra está a existência fictícia de um mistério além do comum e sem resolução aparente, simbolizado por um anel real lavrado no berço do povo Shona na África austral, cuja projeção mística se estende para além do discernimento do ocupante ocidental.
No desfecho desta caminhada, o jovem antropólogo vê finalmente cumprida a sua missão. Dar corpo aos anseios do seu ascendente e visibilidade a uma história de vida que constitui um sorriso de satisfação do velho Donald, onde ele estiver.
E assim encerrar o atribulado percurso de personagens despertos e inconformados, com uma narrativa que se auto alimenta, oferecendo ao personagem principal a capacidade de viver o papel de autor literário da sua própria história.

 

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